Sexta-feira Santa: Da maldição à redenção
Pr. José Afonso A cruz era destinada aos piores homens. Representava vergonha, dor e humilhação. Era símbolo de condenação pública e morte lenta. Um castigo reservado a assassinos, cruéis e perversos. O condenado era exposto completamente. Sob o sol escaldante do dia e o frio cortante da noite, permanecia suspenso entre o céu e a terra, sem defesa, sem abrigo, sem dignidade. A chuva caía sobre suas feridas abertas. O vento tocava sua carne rasgada. A execução não era apenas uma morte, era um espetáculo de sofrimento. Aves de rapina sobrevoavam o local da crucificação. Aproximavam-se dos corpos enfraquecidos e, muitas vezes, começavam a dilacerar as partes mais vulneráveis. As áreas mais moles do corpo eram atingidas primeiro. O rosto, já desfigurado pela dor, tornava-se alvo. Olhos podiam ser feridos. A carne era exposta à degradação pública. Era uma cena brutal. Desumana. Humilhante. A cruz representava maldição: 📖 “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por...